Morretes e o passeio de trem

Quando lemos dicas de passeios em Curitiba e entorno, sempre aparecem Ilha do Mel e Morretes.

Como fomos à região no feriado do Carnaval, não conseguimos nenhuma pousada que fechasse somente 1 ou 2 diárias, (mas indico aqui completíssimo post do Apaixonados por Viagens sobre o assunto e o site Férias Brasil, que eu leio antes de absolutamente qualquer viagem nacional), então pretendo voltar em breve!
O segundo passeio foi bem mais aplicável pois o trajeto em si já faz parte do passeio. Então, acordamos cedinho e fomos rumo à estação rodoferroviária de Curitiba. No próprio quiosque da Serra Verde Express compramos o nosso pacote de ida e volta. Morretes foi o nosso destino, fomos de ônibus, tudo rápido e organizado.
Chegamos à Morretes por volta das 11hrs, um belo dia de sol. A parte turística da cidade é pequena e fofa, seguindo a receita básica das pequenas cidades turísticas que adoramos: casas antigas e coloridas, ruas arborizadas, gastronomia, artesanato e charme!
O passeio começa (para quem chega de ônibus) na bela Igreja Matriz de Morretes. É ali em frente que fica o restaurante da Serra Verde Express, cuja refeição você pode contratar no pacote ou lá mesmo no local. Ali é o começo da rua principal da cidade, que segue paralela ao rio Nhundiaquara com restaurantes, lojinhas, sorveterias e uma praça à beira rio. Uma boa coisa é que a rua principal, apesar de ser calçada de pedras, é reta e não de paralelepipedos. Ponto pra prefeitura!
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Para quem chega de trem, a estação também é bem próxima.
Seguindo essa rua, há poucos metros você já verá o rio. Uma pracinha com banquinhos é um verdadeiro convite para achar uma sombra e apreciar a incrível vista!20160208_105337
O retorno foi de trem. Não se enganem com o “Pacote pôr do sol”. Pelo menos no verão chegamos à Curitiba com o dia ainda claro e não vimos qualquer pôr do sol.
Bom, a estação de trem não é nada bem conservada, mas os trens sim. Como compramos a classe mais econômica, achei a viagem desconfortável e o custo benefício baixo. Por que? Porque existem sim cenas lindas e momentos que parece que estamos voando, mas elas passam muito rápido, pois a vegetação é alta e temos que aproveitar um espacinho entre as árvores para enxergar. Ainda tem um agravante: dependendo do lado que você esteja sentado, as pessoas quase sentam em cima de você para fotografar e admirar a paisagem. A galera do meu vagão foi super legal e revezava para que todos pudessem ver tudo, mas como eu disse, era rápido.
Bizú: na volta, sente-se à direita, pois a maior parte dos visuais fica desse lado. Saiba que os lugares são marcados, então você deveraá escolher o lado no momento da compra das passagens.
Todo esse trajeto foi feito com uma simpática senhora como nossa guia e nos foi entregue um kitzinhho lanche.
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Se eu faria de novo? O passeio de trem não, está visto. Mas voltaria para outra à adorável Morretes, conheceria Antonina, as cachoeiras e o parque estadual da região.
Se eu faria a primeira vez sabendo exatamente como é? Sim, gosto de ter a experiência para eu ter a minha própria vivência e opinião. Além disso, é um dos poucos passeios de trem que ainda temos disponível no nosso país!
ONDE COMER
O que mais tem no centro histórico são restaurantes.
Por falar em gastronomia, foi lá que provamos o barreado, a comida típica da região (se alguém souber aí aonde encontro o prato no RJ eu dou um brinde!!). As ruas históricas de Morretes têm muitos restaurantes, os garçons ficam na porta lhe oferecendo para entrar, mas escolhemos o local mais discreto de todos: o restaurante Vila Nina. Para encontrá-lo, você deve procurar o instituto Mirtillo Trombini, um casarão que abriga uma galeria de arte logo à esquerda da praça.
No jardim dessa casa, além do restaurante, aonde você come sob as árvores, ainda tem uma loja de móveis e artesanato.
O Café da Vila (Ou Vila Nina, como estava estampado em seu prato) tinha um preço que era quase a metade do valor que os garçons dos outros restaurantes estavam oferecendo, a equipe era tão atenciosa que, quando dissemos que estávamos inseguros pois nunca havíamos provado o Barreado, nos ofereceu uma amostrinha. Suuper indico!
Ah, o Barreado consiste em carne cozida por mais de 20hrs na panela de barro, por isso o nome. Ele é servido com arroz e farinha de mandioca. Pensando bem, como eu ia não gostar disso?
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Outra opção de refeição é o Villa Morretes, o restaurante mais bem recomendado da cidade no Trip Advisor. Além do Barreado, eles também oferecem frutos do mar. Ficam as dicas!

ONDE FICAR:
A Casa Poletto tem bom preço e boa avaliação, mas está há 2km do centro.
O Hostel Solar de Maria tem preço bom, boa avaliação e bem localizado, mas o banheiro é compartilhado. Eu já fiquei muitas vezes em hostel com banheiro compartilhado, hoje eu estou em outro clima.
A Casa Di Monte Ecopousada está super bem avaliada, mas o preço é acima do que eu costumo pagar. Se você quer relaxar e tem orçamento, o local é perfeito.
Pousada Vovó Idalina com boa avaliação e bom preço.
PASSEIOS:
Se você quiser ir sem pressa, ainda pode fazer alguns passeios pela região. A Calango Expedições oferece várias opções de EcoTurismo.
Antonina é uma cidade histórica da região que merece uma visitinha caso você tenha mais tempo livre. Veja novamente no Férias Brasil.
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14 comentários sobre “Morretes e o passeio de trem

  1. Oi Aninha! Também fiz esse passeio, mas ao contrário: fomos de trem e voltamos de ônibus. Eu não tive coragem de comer o Barreado, mas meu pai comeu e gostou. Vi que você falou que voltaria para visitar o Parque Estadual e Antonina. Ano passado fizemos uma corrida que largava em Antonina e subia a Estrada da Graciosa. É um lugar muito lindo mesmo. Não deixe de ir quando tiver oportunidade. Super beijo. Parabéns pelo post…
    Carolina

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  2. Adoro esse passeio!!! Quando morava em Curitiba fiz algumas vezes.. Na verdade de trem eu só fui 2 vezes. Apesar de muito bonito, eu acho que o passeio as vezes demora demais, especialmente s você vai e volta de trem. Numa próxima oportunidade adoraria fazer o passeio com a litorina.

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  3. Concordo com tudo o que você fala no texto! Acho Morretes uma graça! O problema é que a maioria dos restaurantes tem como prato principal o barreado que eu detesto. As outras opções costumam ser muito sem graça.

    Fiz o percurso inverso do trem – Curitiba para Morretes e dei sorte de sentar do lado esquerdo onde estavam as melhores paisagens, que não vi absolutamente graça. Não que não tenha momentos deslumbrantes, mas muito poucos em relação ao tempo de deslocamento do trem que quase me matou de tédio. O kit lanche, eu prefiro nem comentar. Devolvi.

    Voltamos de carro pela estrada e garanto que, para mim, foi bem mais agradável! rsrsrs

    Valor desse texto: mostrar o outro lado da moeda, porque até ter feito o passeio eu só tinha escutado maravilhas. Claro que toda experiência é pessoal e cada um gosta de uma coisa, mas é sempre bom ler sobre vários lados de determinado lugar, não é?! rsrsrs

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  4. Ai, este passeio é maravilhoso!! Fizemos duas vezes, mas já faz tempo. Eu amei demais, mas nas duas vezes saímos de Curitiba até Paranaguá. Ah, e Morretes é lindinha demais né. E os restaurantes, ai, ai. Muito legal o post.

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