Argentina | Bariloche

Conheça o Cerro Tronador em Bariloche

04/01/2018

Excursão ao Cerro Tronador e Geleira Negra

Se você visitar as agências de viagens de Bariloche, verá uma série de opções de passeios de aventura e clássicos na região. Dentre os clássicos, um em especial me conquistou: a visita ao Cerro Tronador e Geleira Negra.

O Cerro Tronador é um vulcão ativo, embora adormecido. Sua última erupção aconteceu há cerca de 10 mil anos. Ele está na divisa entre Argentina e Chile e também pode ser visto do Cruce Andino.

Agendamos tudo por email em português e com antecedência com a Bariloche Select Travel. Eles nos buscaram no Hotel e partimos cedo, antes das 10 da manhã.

A saída da cidade foi bem tranquila e sem trânsito. Andamos cerca de 35km na estrada  asfaltada até sair e acessar a entrada no Parque Nahuel Huapi. Essa parte asfaltada da estrada já é linda, pois vai margeando o Lago Gutierrez e o Cerro Catedral. Logo na portaria do parque é necessário pagar uma taxa de entrada. Mesmo com excursão, esses ingressos são sempre devidos, pois eles não estão inclusos no valor pago às agências.

Após a entrada no parque, a estrada é de rípio, ou seja, pedras! Esse caminho demora cerca de 1:30, mas é recompensador. Nos primeiros kms dessa estrada podemos encontrar vários campings, alguns a beira lago bem interessantes! Na ida vamos parando em vários lugares, de modo que chegamos ao nosso destino final, o Cerro Tronador, às 13 hrs.

Caminho para o Cerro Tronador no Parque Nahuel Huapi
Caminho para o Cerro Tronador no Parque Nahuel Huapi

Pontos de Parada no caminho ao Cerro Tronador

O caminho é todo lindo. Em primeiro lugar, paramos em uma praia de lago sensacional, o Lago Marcardi. Mesmo no fim de dezembro e com sol, a temperatura estava um pouco fria, mas a paisagem era de tirar o fôlego. Pelo o que o guia nos explicou, a água devia estar com cerca de 11°C de temperatura, ou seja, um pouco impossível pra mim!

Caminho para o Cerro Tronador no Parque Nahuel Huapi
Caminho para o Cerro Tronador no Parque Nahuel Huapi

Se você gostou de praias como essa, não deixe de ver o post sobre A Rota dos 7 Lagos, perto de Bariloche.

O guia, por sinal, foi incrível. Ao longo de todo o caminho, nos contou sobre a história da região, além de verdadeiras aulas sobre fauna, flora e geologia! Fiquei impressionada, pois nenhuma dúvida de nenhum dos passageiros ficou sem explicação. Fernando Arrasou!

Nossa próxima parada foi para fotos no rio Manso. Um local de águas claríssimas, aonde circulamos em meio ao bosque por cerca de 10 minutos!

Rio Manso no caminho do Cerro Tronador
Rio Manso no caminho do Cerro Tronador
Rio Manso no caminho do Cerro Tronador
Rio Manso no caminho do Cerro Tronador

A partir daí, em todas as paradas, encontramos umas moscas enormes que pousam na gente sem medo e também gostam de nos picar. Fique calmo, pois tomei uma picada e nem marca ficou, mas na hora arde um pouquinho!

BIZÚ: Para ajudar a espantá-las, prefira roupas claras e evite perfumes, pois essas coisas as atraem.

Mais a frente, outro mirante lindo para o lago e para a Isla Corazón. Ela recebe esse nome pois dizem que tem formato de coração, mas eu não enxerguei bem assim! Rs De qualquer forma, eu não me cansava dessa mistura de lagos, montanhas e vegetação. É mais uma linda paisagem para admirarmos.

O parque é cheio de trilhas. Algumas caminhadas duram dias e você pode encontrar pontos de apoio com excelente estrutura para passar a noite. Dali é possível cruzar ao Chile caminhando inclusive.

A Base do Cerro Tronador e a Garganta del Diablo

Cada um desses acessos nos foi mostrado pelo guia Fernando, até chegarmos à base do Cerro Tronador.

Almoçamos por ali em uma lanchonete/restaurante no meio do nada, que conta com banheiros e área de churrasco. A comida estava bem sem graça, então, você pode levar algumas coisas para fazer um piquenique bem na base de um vulcão, o que acha? Além do prato do dia, também tinham opções de sanduiches, bolos, biscoitos e alfajor.

 Cerro Tronador no Parque Nahuel Huapi
Cerro Tronador no Parque Nahuel Huapi

Após o almoço entramos em uma trilha simples de 10 minutos chamada Garganta del Diablo. A mesma chega a várias quedas de água, cachoeiras simples embora altíssimas que vem da neve que está derretendo no topo do Tronador.

Tronador, aliás, é chamado assim pelo barulho que faz quando parte da geleira se desprende e cai, fazendo um barulho similar ao de uma trovoada. Fernando nos explicou que daquele ponto não era possível ver o gelo caindo.

A Geleira Negra

Por isso, voltamos à van e fomos a outro ponto de onde era possível ver a geleira caindo e ouvir o barulho tão mítico! Nesse momento, já estamos começando a voltar em direção à entrada do parque. Nesse novo mirante, a 1 km de distância da parada anterior, conseguimos ver o Glaciar lá em cima do vulcão! Infelizmente, no tempo em que passamos ali olhando fixamente para todo aquele gelo, nenhum movimento ocorreu. O Fernando nos explicou que a época mais fácil é logo ao final do inverno, na época de primavera, mas que no verão não é impossível.

Além de ver a geleira lá no alto, vimos a sua parte final, bem mais perto de nós. Um gelo negro, que recebe esta cor em razão da mistura da neve com pedras e terra.

BIZÚ: Antes de chegar à base do Tronador já passamos pelo Mirante do Ventisqueiro Negro e ele estava cheio. A nossa excursão inverteu a ordem. Fomos primeiro ao almoço e ao Garganta del Diablo que estavam vazios. Quando estávamos partindo de lá todas as outras excursões estavam chegando. Ou seja, não ficamos disputando lugar com ninguém em nenhum momento!

Voltando pra casa!

Após um tempo aguardando o som de trovão que não veio, nossa próxima parada era Pampa Linda. Já tínhamos passado por essa parte do parque na ida, mas não paramos. É uma região com uma pousada e restaurante em meio às montanhas. Pertencente à mesma família, o parque também conta com o Hotel Tronador. Esse hotel só abre na temporada de pesca e é um hotel voltado ao turismo rural! Já imaginou se hospedar no meio desse paraíso? Clique no nome para conhecer o hotel!

Voltando à Pampa Linda, aproveite para usar o banheiro, comprar água e petiscos, pois agora, só dali a 2 horas em Bariloche!

Além de fazer tudo isso, eu aproveitei para admirar mais um pouquinho a imponência do Tronador pela janela! Olha que foto linda!

Cerro Tronador visto de Pampa Linda
Cerro Tronador visto de Pampa Linda

Carro ou Excursão?

O Aluguel de carro é caro em Bariloche, e só utilizamos para fazer a rota dos 7 lagos e conhecer Villa la Angostura e San Martin de Los Andes.  (Clique em cada nome sublinhado para ler relatos interessantes). Por isso, ele não sairia muito mais barato se duas pessoas dividissem o aluguel do que pagar a excursão. Esse é um dos motivos pelos qual eu indico que esse passeio de forma específica seja feito em uma excursão com guia!

Outro dos principais motivos é que a via tem horários específicos de ida e volta. Ou seja, como ela é estreita, existe uma faixa de horário em que só se pode ir em direção ao Tronador e outra em que só se pode retornar.

Soma-se a isso o próprio fato de a pista ser estreita. Como é de rípio, o carro balança muito e é realmente cansativo para o motorista. Acho que é um lugar onde é mais seguro ir como passageiro com um motorista experiente.

Por último, se você tiver um bom guia, vai ouvindo curiosidades sobre os povos nativos, sobre a colonização da região, disputas de terra entre Chile e Argentina e muito mais. Eu gosto muito de viajar e já contei que eu aprendi muito sobre a história do país quando fiz intercâmbio na Argentina. Por isso, amei ter essas explicações. Achei que nada foi corrido e, voltando à Bariloche, faço tudo de novo com a Bariloche Select Travel.

 

*Destinos & Afins fez essa excursão a convite da Barilche Select Travel. Esse relato, entretanto, reflete inteiramente nossa opinião. Nosso compromisso é de relatar exatamente como ele ocorreu.

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  1. Que lindo roteiro, as águas do rio Manso são maravilhosas. Fico sempre feliz por saber que ainda existem lugares assim no planeta, apesar do Homem que tende a estragar tudo à sua volta.
    Um guia eficiente fez toda a diferença, né? Obrigada por partilhar tantas maravilhas

  2. Nossa, parece outro lugar! Fizemos este passeio em um dia frio e chuvoso de final de junho – a única coisa melhor que a sua experiência foi que não havia essas moscas chatinhas ahaha. Mas Bariloche é linda em qualquer estação ou clima, eu adorei todos os passeios.

O que você achou??